quarta-feira, maio 26, 2004
Apologia aos Poetas sem tempo e sem espaço... à identidade da Poesia imutável e bela.(Dedicado a Manuel Gomes - Poeta-escritor e militante, do mundo e da vida.)
QUEM TU ÉS...QUEM ÉS TU?
Tomaz D’Orta
25 de Maio de 2004
Eras como, quem te urdia às ciladas do desejo,
anjo alado, entregando asas à terra,
o peso da gravidade insuportável.
Um símbolo místico?
Os elementos da Fé, comportam riscos incalculáveis.
As cruzes, quebradas, indiciam tempo. Renúncia.
Julgas possuir chaves para a redenção?
A lucidez?
Uma estranha religião que preconiza o primeiro de múltiplos torpores.
Conheceste a santidade da cegueira, o desfile apócrifo de medo pungente.
O grassante silêncio da indigência, no meio dos restantes.
E ao caminho íngreme, chamado Vida, revelas os esgares,
que reprimem lágrimas e risos.
Um escolho? Uma falácia? Um consentimento.
A ira divina (Dies Irae)? Menor que a Humana Ira.
Nos vazios enchem-se as estátuas da memória!
O Amor?
Uma Fé...um Graal!
Uma busca incessante aos sentidos. Aos encaixes de outros momentos.
De outras vidas numa só vida.
A corrente deste rio, que tudo arrasta,
vai marcando em sua marcha, o curso da erosão.
Um leito, demasiado fundo, para conhecer o seu término.
Um olhar, demasiado distante, para vislumbrar o próximo encontro.
Um desejo, demasiado longínquo, para encontrar o advento do toque...do próximo toque.
Na contemplação activa?
Procuras conhecer o sentido plausível dos desígnios.
Do alinhamento das construções que se erguem, para serem derrubadas.
Do abandono que sobrevem à esperança.
A verdade que vence a mentira?
O centro que suga a espiral periférica. A ficção que se constrói na realidade.
A vitima que abate um carrasco. A barreira derrubada, mais que vencida.
Ao Céu, que ao invés de se ampliar no infinito, morre na linha do horizonte?
Ao homem, sacrificado, que se julga filho de Deus! De um Deus maior... da menoridade?
Um símbolo místico? A lucidez? O Amor? Uma Fé...um Graal!
Um escolho? Uma falácia? Um consentimento?
E assim, procura, incómodamente, responder, com as miragens que são essas respostas,
urdindo ciladas onde encontras a forma do teu rosto, do teu corpo, uma vez...tantas vezes em desfile...: QUEM SOU EU? QUEM TU ÉS? QUEM ÉS TU?......
-----------------------""--------------------------
Crónica dos Afectos e dos Silêncios da Vida ( Onde está o amor? )
por Tomaz
Falava ,um destes dias, neste meu perdido caminho do exílio, com um dos proverbiais profetas da seita que julgou inventar o amor... Um escritor multifacetado, que têm resgatado à vida, os afectos, de forma súblime... Chama-se Manuel Gomes e com sua sensibilidade, têm como meu crítico, desenvolvido em mim a necessidade de reflectir sobre a minha expressão escrita...Como quadro de emoções e referênciais.
A quem continua fiel, a este meu espaço de expressão... gostaria de confessar-vos, que a loucura não santifica mais este poeta...que a loucura hoje se chama Lucidez... e que possuo hoje, o precioso Silêncio, onde a poesia se escoa, nestas páginas brancas que rasgo... A vida, por vezes, obriga-nos a reflexões... sinto-me um Judas Iscariote, que ao beijar Cristo, sente que a sua morte se sentencia por uma vontade transcendente... Que pertence a esse plano cósmico chamado Universo ou Atman, ou algo que regule a pulsão de expansão e contracção da "mandala universal"... Espero sobreviver a este amargo sentido de me encontrar, perdido de todo o sentido que julguei nortear minha vida... Amo imagens poéticas, amores que matam e anjos em queda... Trágicos e belos, como nós... mas POETAS e a sua eterna Amante e Mulher POESIA.
A essa mulher que conheçi e me faz sonhar com um encontro, proclamo o primeiro grito de silêncio : Este poeta, demasiado lírico, para ser real... é, pois, uma personagem. Uma falácia inventada por uma vida que se diluiu em dissipações...
Os meus versos falam de Amor súblime... Sabeis o que é? Eu, julguei sabê-lo, e nele continuarei a crêr... Até que mais vazio, em humano coração, não caiba... E o olhar começa por vezes, a denunciá-lo... Frio, ao sol, mas frio... (Lirismo). E ainda porque, como diria Edgar Allan Poe...""E o anjo Israfel, em quem as fibras do coração formam um alaúde e que tem a mais doce voz de todas as criaturas de Deus."- serei cativo de mil amores perdidos, mas nunca cativo do silêncio que me esmaga agora... Onde está a mão que me afague o rosto? AMORE OMNIA VINCIT ( e sobre, o amor que tudo vence )... Os Poetas muitas vezes são incapazes de vencê-lo. Resta-me uma lágrima e um desejo para vencê-lo. ou nele me perder...
Fallen por Elvis Costello
All the leaves are turning yellow, red and brown
Soon they'll be scattered as they tumble down
Although they may be swept up so invitingly
I never did what I was told
I trampled though the amber and the burnished gold
But now I clearly see how cruel the young can be
You can convince yourself of anything
If you wish both hard and long
And I believed that life was wonderful
Right up to the moment when love went wrong
I gaze up at the tree-tops and laugh
I need somebody to shake me loose
I want to know what happens next
'Til I don't care at all
There I go
Beginning to fall
QUEM TU ÉS...QUEM ÉS TU?
Tomaz D’Orta
25 de Maio de 2004
Eras como, quem te urdia às ciladas do desejo,
anjo alado, entregando asas à terra,
o peso da gravidade insuportável.
Um símbolo místico?
Os elementos da Fé, comportam riscos incalculáveis.
As cruzes, quebradas, indiciam tempo. Renúncia.
Julgas possuir chaves para a redenção?
A lucidez?
Uma estranha religião que preconiza o primeiro de múltiplos torpores.
Conheceste a santidade da cegueira, o desfile apócrifo de medo pungente.
O grassante silêncio da indigência, no meio dos restantes.
E ao caminho íngreme, chamado Vida, revelas os esgares,
que reprimem lágrimas e risos.
Um escolho? Uma falácia? Um consentimento.
A ira divina (Dies Irae)? Menor que a Humana Ira.
Nos vazios enchem-se as estátuas da memória!
O Amor?
Uma Fé...um Graal!
Uma busca incessante aos sentidos. Aos encaixes de outros momentos.
De outras vidas numa só vida.
A corrente deste rio, que tudo arrasta,
vai marcando em sua marcha, o curso da erosão.
Um leito, demasiado fundo, para conhecer o seu término.
Um olhar, demasiado distante, para vislumbrar o próximo encontro.
Um desejo, demasiado longínquo, para encontrar o advento do toque...do próximo toque.
Na contemplação activa?
Procuras conhecer o sentido plausível dos desígnios.
Do alinhamento das construções que se erguem, para serem derrubadas.
Do abandono que sobrevem à esperança.
A verdade que vence a mentira?
O centro que suga a espiral periférica. A ficção que se constrói na realidade.
A vitima que abate um carrasco. A barreira derrubada, mais que vencida.
Ao Céu, que ao invés de se ampliar no infinito, morre na linha do horizonte?
Ao homem, sacrificado, que se julga filho de Deus! De um Deus maior... da menoridade?
Um símbolo místico? A lucidez? O Amor? Uma Fé...um Graal!
Um escolho? Uma falácia? Um consentimento?
E assim, procura, incómodamente, responder, com as miragens que são essas respostas,
urdindo ciladas onde encontras a forma do teu rosto, do teu corpo, uma vez...tantas vezes em desfile...: QUEM SOU EU? QUEM TU ÉS? QUEM ÉS TU?......
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Crónica dos Afectos e dos Silêncios da Vida ( Onde está o amor? )
por Tomaz
Falava ,um destes dias, neste meu perdido caminho do exílio, com um dos proverbiais profetas da seita que julgou inventar o amor... Um escritor multifacetado, que têm resgatado à vida, os afectos, de forma súblime... Chama-se Manuel Gomes e com sua sensibilidade, têm como meu crítico, desenvolvido em mim a necessidade de reflectir sobre a minha expressão escrita...Como quadro de emoções e referênciais.
A quem continua fiel, a este meu espaço de expressão... gostaria de confessar-vos, que a loucura não santifica mais este poeta...que a loucura hoje se chama Lucidez... e que possuo hoje, o precioso Silêncio, onde a poesia se escoa, nestas páginas brancas que rasgo... A vida, por vezes, obriga-nos a reflexões... sinto-me um Judas Iscariote, que ao beijar Cristo, sente que a sua morte se sentencia por uma vontade transcendente... Que pertence a esse plano cósmico chamado Universo ou Atman, ou algo que regule a pulsão de expansão e contracção da "mandala universal"... Espero sobreviver a este amargo sentido de me encontrar, perdido de todo o sentido que julguei nortear minha vida... Amo imagens poéticas, amores que matam e anjos em queda... Trágicos e belos, como nós... mas POETAS e a sua eterna Amante e Mulher POESIA.
A essa mulher que conheçi e me faz sonhar com um encontro, proclamo o primeiro grito de silêncio : Este poeta, demasiado lírico, para ser real... é, pois, uma personagem. Uma falácia inventada por uma vida que se diluiu em dissipações...
Os meus versos falam de Amor súblime... Sabeis o que é? Eu, julguei sabê-lo, e nele continuarei a crêr... Até que mais vazio, em humano coração, não caiba... E o olhar começa por vezes, a denunciá-lo... Frio, ao sol, mas frio... (Lirismo). E ainda porque, como diria Edgar Allan Poe...""E o anjo Israfel, em quem as fibras do coração formam um alaúde e que tem a mais doce voz de todas as criaturas de Deus."- serei cativo de mil amores perdidos, mas nunca cativo do silêncio que me esmaga agora... Onde está a mão que me afague o rosto? AMORE OMNIA VINCIT ( e sobre, o amor que tudo vence )... Os Poetas muitas vezes são incapazes de vencê-lo. Resta-me uma lágrima e um desejo para vencê-lo. ou nele me perder...
Fallen por Elvis Costello
All the leaves are turning yellow, red and brown
Soon they'll be scattered as they tumble down
Although they may be swept up so invitingly
I never did what I was told
I trampled though the amber and the burnished gold
But now I clearly see how cruel the young can be
You can convince yourself of anything
If you wish both hard and long
And I believed that life was wonderful
Right up to the moment when love went wrong
I gaze up at the tree-tops and laugh
I need somebody to shake me loose
I want to know what happens next
'Til I don't care at all
There I go
Beginning to fall
sábado, maio 22, 2004
A história do anjo-poeta que chora... na treva à espera da Luz.
Falling away with you Dedicado à M.
I can't remember when it was good
moments of happiness elude
maybe I just misunderstood
all of the love we left behind
watching the flash backs intertwine
memories I will never find
so I'll love whatever you become
and forget the reckless things we've done
I think our lives have just begun
I think our lives have just begun
and I feel my world crumbling,
I feel my life crumbling
I feel my soul crumbling away
and falling away,
falling away with you
staying awake to chase a dream
tasting the air you're breathing in
I hope I won't forgot a thing
promise to hold you close and pray
watching the fantasies decay
nothing will ever stay the same
and all of the love we threw away
and all of the hopes we've cherished fade
making the same mistakes again
making the same mistakes again
I can feel my world crumbling,
I can feel my life crumbling
I can feel my soul crumbling away
and falling away,
falling away with you
all of the love we left behind
watching the flash backs intertwine
memories I will never find
memories I will never find
----""""----
Os pensamentos postúmos de um Ateu... A beleza de uma vida que transporta explosivamente, a forma das suas Katarsis - o termo grego correspondente a purificação...de chegada ao céu, de alcançá-lo na ponta dos dedos. Um deus de harmonia, sussura-me palavras dispersas, qual Oráculo, ao destino a que ergo minhas preces... À espera da mais súblime forma de redenção... a força de um Deus a que chamo Amor e que me guia a uma Fé nesse sentimento, onde vivo e morro... No Céu ou Inferno.
Mergulho nessa música das Esferas, onde o toque se faz Querubim alado...onde esse anjo se tornou belo pelo plácido reflexo da lágrima cristalina, em desfile, no rosto lívido da Musa. Na mais brilhante noite de azul, onde a treva se fez luz, no calor dos corpos dos amantes... encontrei o limite do meu próprio corpo... Uma esparça magia, dissipa-se na mémoria dessa mulher, sem forma, sem tempo, essa mulher a quem esculpo o corpo com as mais belas palavras... Assim, a beijarei nas noites... onde o desejo perca seu domínio... e onde o AMOR, vença todas as formas de morte... Amo-te nesse silêncio, onde o meu grito te chora...
TOMAZ
Falling away with you Dedicado à M.
I can't remember when it was good
moments of happiness elude
maybe I just misunderstood
all of the love we left behind
watching the flash backs intertwine
memories I will never find
so I'll love whatever you become
and forget the reckless things we've done
I think our lives have just begun
I think our lives have just begun
and I feel my world crumbling,
I feel my life crumbling
I feel my soul crumbling away
and falling away,
falling away with you
staying awake to chase a dream
tasting the air you're breathing in
I hope I won't forgot a thing
promise to hold you close and pray
watching the fantasies decay
nothing will ever stay the same
and all of the love we threw away
and all of the hopes we've cherished fade
making the same mistakes again
making the same mistakes again
I can feel my world crumbling,
I can feel my life crumbling
I can feel my soul crumbling away
and falling away,
falling away with you
all of the love we left behind
watching the flash backs intertwine
memories I will never find
memories I will never find
----""""----
Os pensamentos postúmos de um Ateu... A beleza de uma vida que transporta explosivamente, a forma das suas Katarsis - o termo grego correspondente a purificação...de chegada ao céu, de alcançá-lo na ponta dos dedos. Um deus de harmonia, sussura-me palavras dispersas, qual Oráculo, ao destino a que ergo minhas preces... À espera da mais súblime forma de redenção... a força de um Deus a que chamo Amor e que me guia a uma Fé nesse sentimento, onde vivo e morro... No Céu ou Inferno.
Mergulho nessa música das Esferas, onde o toque se faz Querubim alado...onde esse anjo se tornou belo pelo plácido reflexo da lágrima cristalina, em desfile, no rosto lívido da Musa. Na mais brilhante noite de azul, onde a treva se fez luz, no calor dos corpos dos amantes... encontrei o limite do meu próprio corpo... Uma esparça magia, dissipa-se na mémoria dessa mulher, sem forma, sem tempo, essa mulher a quem esculpo o corpo com as mais belas palavras... Assim, a beijarei nas noites... onde o desejo perca seu domínio... e onde o AMOR, vença todas as formas de morte... Amo-te nesse silêncio, onde o meu grito te chora...
TOMAZ