sábado, janeiro 13, 2007
O Anjo (por hoje) voltou...Reevertere ad locum tuum.
Como a estranha bailarina púrpura, que rodopia na estranha elegia de um tango que nunca sonhou dançar...ali onde o crepúsclo do som da voz feneceu. Ele e só, mora....
O exercício doloroso dos poetas da voz muda. Aqui em estranhas latitudes, aqui em minutos esguíos de solidão. Aqui onde há calor e frio. Faces da mesma existência. Aqui nó movimento felino do apelo. Aqui onde poetas que são sombras que fazem imagens de sua presença passada.
Houve todo o tempo, o peso irreversível de nós mesmos, sem nos convencermos de tal atributo, marcou seus passos. De tal dádiva de sabermos o limite de toda a pele e o romance de trágedia e comédia que vêm bela a cada manhã e que surge perdida no tempo, estaremos cómodos de sermos nós.
Aqui os anjos regressam com voz e pluma muda, para abrir o ar do seu canto. De bardos de estórias tão belas e perenes....De lirícos do silêncio. Dos versadores da lembrança, a cada face estranha que todos os dias, mostramos no nosso denunciado caminho...
Talvez os anjos se calem por vezes...para se lembrarem que as palavras não se podem usar ao acaso. Que as palavras são os dedos que tocam os corpos. Que são a luz do desejo. E os desejos coloridos e esquálidos,que cada pintor de um quadro, chamado Vida, marca na tela do seu imaginário.
Há quem veja a circular imagem dos sonhos adiados...há quem por desejo toque os corpos tão demasiadamente ausentes....Há quem possa e ouse morder todos os orgulhos quando se vê fenecer....Há estertores....há poetas e tão só poetas...há amores étereos que matam. Há mil formas de ternura esquecidas.
Há camas viradas do gélido de tanto espaço que resta para um só...há tanto de poesia esquecida nos dias
Como a estranha bailarina púrpura, que rodopia na estranha elegia de um tango que nunca sonhou dançar...ali onde o crepúsclo do som da voz feneceu. Ele e só, mora....
O exercício doloroso dos poetas da voz muda. Aqui em estranhas latitudes, aqui em minutos esguíos de solidão. Aqui onde há calor e frio. Faces da mesma existência. Aqui nó movimento felino do apelo. Aqui onde poetas que são sombras que fazem imagens de sua presença passada.
Houve todo o tempo, o peso irreversível de nós mesmos, sem nos convencermos de tal atributo, marcou seus passos. De tal dádiva de sabermos o limite de toda a pele e o romance de trágedia e comédia que vêm bela a cada manhã e que surge perdida no tempo, estaremos cómodos de sermos nós.
Aqui os anjos regressam com voz e pluma muda, para abrir o ar do seu canto. De bardos de estórias tão belas e perenes....De lirícos do silêncio. Dos versadores da lembrança, a cada face estranha que todos os dias, mostramos no nosso denunciado caminho...
Talvez os anjos se calem por vezes...para se lembrarem que as palavras não se podem usar ao acaso. Que as palavras são os dedos que tocam os corpos. Que são a luz do desejo. E os desejos coloridos e esquálidos,que cada pintor de um quadro, chamado Vida, marca na tela do seu imaginário.
Há quem veja a circular imagem dos sonhos adiados...há quem por desejo toque os corpos tão demasiadamente ausentes....Há quem possa e ouse morder todos os orgulhos quando se vê fenecer....Há estertores....há poetas e tão só poetas...há amores étereos que matam. Há mil formas de ternura esquecidas.
Há camas viradas do gélido de tanto espaço que resta para um só...há tanto de poesia esquecida nos dias