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segunda-feira, novembro 15, 2004

A face completa do Amor ( ou A minha doce Musa. Meu sonho. Minha Vida)


Sonho és, mulher doce que me devolveste na ponta de teus dedos, a forma do meu rosto.
Que bebeste nas minhas lágrimas o néctar do teu sorriso de encanto, que me invade.
Que do teu silêncio fizeste as palavras da mais bela poesia que escrevi.
Que do teu corpo fizeste o leito mais plácido onde descanso.
Que de teus olhos fizeste brilho de mil sóis que me alumiam, e me dão calor.
Que do teu desejo me fizeste a vontade de ser mais e mais teu. Até a luz se esvair...
Que da tua vida me fizeste certeza de morrer em teus braços. Docemente...
Que do teu medo me fizeste contendente que não renega a luta.
Que de tuas preçes me fizeste um anjo que se eleva à condição divina da perfeição imperfeita.
Que do teu sonho me fizeste real e eterno em minha realidade.
Que do teu sexo fizeste meu desejo e entrega.
Que do teu mundo fizeste minha casa. Aquela onde sempre quis viver... Aquele lugar que chamo Lar.
Que da tua esperança fizeste o tudo o que te sei dar. O que te irei dar.
Sonho és...Mais que sonho serás. Tu. A face perfeita do amor. Onde encontro e marco o caminho que só contigo, farei... O caminho que é nosso. Belo. Lindo. Eterno. Para sempre... Como o meu amor que me ensinas...

João Tomaz



sexta-feira, novembro 12, 2004

Um beijo Tropical ( ou a força do sonho inquieto da esperança.)


Descubro o abraço plácido de um verde tão demasiado grande. Avassalador. Impávido colosso.
O teu abraço é a fonte onde bebo o sentido da palavra desejo. A face completa do amor que me obriga a deixar nos antípodas dos medos passados, a trágica marcha de uma nostalgia que tantas vezes se fez poesia. Abrupta, escrita e sentida. Vivida a pulso, e marcando a cada passo o caminho de um encontro belo, sobre todos os desencontros. A trova escondida, onde sinto forte a chegada do dia sublimado que me acompanhará até ao findar da luz. Ao findar da vida que não vencerá a força do meu querer, por ti. O dia sublimado em que te encontrei.
Ensinarei a quem me escutar, que cada poeta vence a morte na força do beijo. Na força do toque que é mais que, as palavras que escreve. Perpétuas...
Mais que o meu poema, o teu poema chega no sorriso...chega no teu sussurar doce. Na beleza comovente do teu rosto quando adormeçido.
Venho da força da poesia, gritar a força do meu sonho que te abraça a cada momento. E sei que esse verde gigantesco que nos envolve é tão menor que o Amor... esse que nos inventámos e ao qual demos razão. O nosso... Onde somos um só, para lá da morte.
Amo-te para lá do Amor... tão menor que nós mesmos. Amo-te, meu sentido...minha vida.


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