quarta-feira, janeiro 21, 2004
A Crónica Breve de Hoje e dos dias.
(VAZIO)
(VAZIO)
quinta-feira, janeiro 08, 2004
Ensaio sobre a bruta flor do querer
Faro, 8 de Janeiro de 2004.
PARA UMA MENINA COM UMA FLOR revisitando a ideia de Vinicius de Moraes
Dedicado à minha Menina com uma Flor
Porque és uma menina com uma flor, de um olhar que foi criado por um pequeno Deus da perfeição e com trajeito de bailarina de mãos doces, decidi escrever-te um pensamento dedicado a uma menina com uma flor, não mais bela do que a flor que tu és. E encontro, sempre os motivos para te falar de mais amor, mesmo quando deixas o meu quarto, deixando-me entregue à inospitude de uns móveis que mergulharam há muito, no capricho de me votarem ao seu silêncio. E mesmo, com esse silêncio cortante, tenho a ilusa bondade de lhes recitar, empolgado, os belos poemas de amor que te escrevo, esperando que os mesmos móveis me digam que, pela força das minhas palavras, serás sempre a minha menina com uma flor, pelo menos até eu ser velho. Essa, a quem sempre escrevo... e amo assim tanto.
Por seres uma menina com uma flor, é que encontei finalmente o sentido das palavras que digo para sentir a força dos meus sentimentos. É que usar as palavras sem senti-las ou recriar sentidos que nada têm a ver com as mesmas, foi um erro que recorrentemente cometi. Agora sei que quando digo, uma menina com uma flor , é igual a dizer que o meu amor por ti, é a explosão de todas as palavras que debito interiormente, conhecendo-lhes o sentido.
Por seres uma menina com uma flor, é que a humidade colada nas paredes dos quartos onde nos amamos, são as gotas de orvalho da doce manhã de Primavera, onde o ar que nos entra nos pulmões se faz a dádiva de vida que aparece para sentirmos o desabrochar de uma natureza bela e intemporal, igual ao Amor que sentimos.
Por seres uma menina com uma flor é que o meu coração bate descompassado quando me dizes que me amas, ainda que seja só pela doçura do teu toque ou pelo silêncio...E por seres, uma menina com uma flor é que me presto a tornar-te feliz, ofertando-me a felicidade da tua existência em mim. E mesmo, quando a tristeza teime em surgir em mim, que a imagem da menina com uma flor seja o sorriso mais doce que posso ter e que posso dar...e com ele ter a arte de quando estiveres triste, lembrar-te que és a menina com uma flor que me faz sorrir.
És a minha menina com uma flor, sendo essa flor a essência de tudo o que te quero e que nunca perde a viçosidade. A flor que não é de plástico... a flor mais bela e cuidada do meu jardim dos sonhos. E quando um dia, perderes a flor, eu terei outra para que nunca te sintas triste... Amo-te, minha querida menina.
João Tomaz
Faro, 8 de Janeiro de 2004.
PARA UMA MENINA COM UMA FLOR revisitando a ideia de Vinicius de Moraes
Dedicado à minha Menina com uma Flor
Porque és uma menina com uma flor, de um olhar que foi criado por um pequeno Deus da perfeição e com trajeito de bailarina de mãos doces, decidi escrever-te um pensamento dedicado a uma menina com uma flor, não mais bela do que a flor que tu és. E encontro, sempre os motivos para te falar de mais amor, mesmo quando deixas o meu quarto, deixando-me entregue à inospitude de uns móveis que mergulharam há muito, no capricho de me votarem ao seu silêncio. E mesmo, com esse silêncio cortante, tenho a ilusa bondade de lhes recitar, empolgado, os belos poemas de amor que te escrevo, esperando que os mesmos móveis me digam que, pela força das minhas palavras, serás sempre a minha menina com uma flor, pelo menos até eu ser velho. Essa, a quem sempre escrevo... e amo assim tanto.
Por seres uma menina com uma flor, é que encontei finalmente o sentido das palavras que digo para sentir a força dos meus sentimentos. É que usar as palavras sem senti-las ou recriar sentidos que nada têm a ver com as mesmas, foi um erro que recorrentemente cometi. Agora sei que quando digo, uma menina com uma flor , é igual a dizer que o meu amor por ti, é a explosão de todas as palavras que debito interiormente, conhecendo-lhes o sentido.
Por seres uma menina com uma flor, é que a humidade colada nas paredes dos quartos onde nos amamos, são as gotas de orvalho da doce manhã de Primavera, onde o ar que nos entra nos pulmões se faz a dádiva de vida que aparece para sentirmos o desabrochar de uma natureza bela e intemporal, igual ao Amor que sentimos.
Por seres uma menina com uma flor é que o meu coração bate descompassado quando me dizes que me amas, ainda que seja só pela doçura do teu toque ou pelo silêncio...E por seres, uma menina com uma flor é que me presto a tornar-te feliz, ofertando-me a felicidade da tua existência em mim. E mesmo, quando a tristeza teime em surgir em mim, que a imagem da menina com uma flor seja o sorriso mais doce que posso ter e que posso dar...e com ele ter a arte de quando estiveres triste, lembrar-te que és a menina com uma flor que me faz sorrir.
És a minha menina com uma flor, sendo essa flor a essência de tudo o que te quero e que nunca perde a viçosidade. A flor que não é de plástico... a flor mais bela e cuidada do meu jardim dos sonhos. E quando um dia, perderes a flor, eu terei outra para que nunca te sintas triste... Amo-te, minha querida menina.
João Tomaz
quarta-feira, janeiro 07, 2004
Sobre a Poesia (ou a Cor das palavras).
Faro, 7 de Janeiro de 2004.
Benvinda Chico Buarque da Holanda
Dono do abandono e da tristeza
Comunico oficialmente que há um lugar na minha mesa
Pode ser que você venha por mero favor, ou venha coberta deamor
Seja lá como for, venha sorrindo
Ah, benvinda, benvinda, benvinda
Que o luar está chamando, que os jardins estão florindo
Que eu estou sozinho
Cheio de anseio e de esperança, comunico a toda gente
Que há lugar na minha dança
Pode ser que você venha morar por aqui, ou venha pra se despedir
Não faz mal pode vir até mentindo
Ah, benvinda, benvinda, benvinda
Que o meu pinho está chorando, que o meu samba está pedindo
Que eu estou sozinho
Vem iluminar meu quarto escuro, vem entrando com o ar puro
Todo novo da manhã
Oh vem a minha estrela madrugada, vem a minha namorada
Vem amada, vem urgente, vem irmã
Benvinda, benvinda, benvinda
Que essa aurora está custando, que a cidade está dormindo
Que eu estou sozinho
Certo de estar perto da alegria, comunico finalmente
Que há lugar na poesia
Pode ser que você tenha um carinho para dar, ou venha pra se consolar
Mesmo assim pode entrar que é tempo ainda
Ah, benvinda, benvinda, benvinda
Ah, que bom que você veio, e você chegou tão linda
Eu não cantei em vão
Benvinda, benvinda, benvinda. benvinda, benvinda
Solilóquio do poeta amante da Poesia
Benvinda, querida Poesia. Não canto em vão à tua frágil grandeza...não me derrubo ante a tua avassaladora miséria. Vivo em ti, para ti e por ti...e logo, torno-te minha. Um objecto de desejo exponencial aos silêncios que o mundo me empresta... A tua voz, a tua palavra são os soberanos de um amâgo que é incessante. De uma explicitude de querer nos teus braços conhecer mais além. Conhecer-me a mim próprio...Conhecer o teu sentido...o teu toque em mim.
Ontem procurei-te, como tantas outras vezes, para me encontrar acompanhado... os interlocutores do teu sentido, ficaram mudos...Não te quiseram ouvir...não quiseram sentir em seus lábios, a doçura da tua presença. Fiquei contigo, mas fiquei triste...por te ver um pouco mais só. Fiquei contigo, pela fidelidade que te tenho...pela tua entrega incondicional a mim. Serei leal contigo, quando eu cansar dos teus beijos te digo...sabendo que jamais me negarás esses mesmos beijos que são as tuas palavras em meus lábios.
O meu amor a ti, é igual ao meu amor pela vida, pelas pessoas, pelas imagens e pelas sombras. Pelos passados, pelos presentes, pelos desejos futuros e por isso, far-te-ei companhia, ainda que só... Porque nunca te pedi nada que não me desses...nem que seja, o prazer da tua companhia...o deleite da tua eloquência...a explosão da tua emoção,que é a minha também.
Hoje, sinto-me triste...só isso. Mas podes contar comigo, teu companheiro, teu amante e teu prosélito, porque sempre serás essa razão para que a emoção não morra em mim... Um doce beijo, Poesia.
Faro, 7 de Janeiro de 2004.
Benvinda Chico Buarque da Holanda
Dono do abandono e da tristeza
Comunico oficialmente que há um lugar na minha mesa
Pode ser que você venha por mero favor, ou venha coberta deamor
Seja lá como for, venha sorrindo
Ah, benvinda, benvinda, benvinda
Que o luar está chamando, que os jardins estão florindo
Que eu estou sozinho
Cheio de anseio e de esperança, comunico a toda gente
Que há lugar na minha dança
Pode ser que você venha morar por aqui, ou venha pra se despedir
Não faz mal pode vir até mentindo
Ah, benvinda, benvinda, benvinda
Que o meu pinho está chorando, que o meu samba está pedindo
Que eu estou sozinho
Vem iluminar meu quarto escuro, vem entrando com o ar puro
Todo novo da manhã
Oh vem a minha estrela madrugada, vem a minha namorada
Vem amada, vem urgente, vem irmã
Benvinda, benvinda, benvinda
Que essa aurora está custando, que a cidade está dormindo
Que eu estou sozinho
Certo de estar perto da alegria, comunico finalmente
Que há lugar na poesia
Pode ser que você tenha um carinho para dar, ou venha pra se consolar
Mesmo assim pode entrar que é tempo ainda
Ah, benvinda, benvinda, benvinda
Ah, que bom que você veio, e você chegou tão linda
Eu não cantei em vão
Benvinda, benvinda, benvinda. benvinda, benvinda
Solilóquio do poeta amante da Poesia
Benvinda, querida Poesia. Não canto em vão à tua frágil grandeza...não me derrubo ante a tua avassaladora miséria. Vivo em ti, para ti e por ti...e logo, torno-te minha. Um objecto de desejo exponencial aos silêncios que o mundo me empresta... A tua voz, a tua palavra são os soberanos de um amâgo que é incessante. De uma explicitude de querer nos teus braços conhecer mais além. Conhecer-me a mim próprio...Conhecer o teu sentido...o teu toque em mim.
Ontem procurei-te, como tantas outras vezes, para me encontrar acompanhado... os interlocutores do teu sentido, ficaram mudos...Não te quiseram ouvir...não quiseram sentir em seus lábios, a doçura da tua presença. Fiquei contigo, mas fiquei triste...por te ver um pouco mais só. Fiquei contigo, pela fidelidade que te tenho...pela tua entrega incondicional a mim. Serei leal contigo, quando eu cansar dos teus beijos te digo...sabendo que jamais me negarás esses mesmos beijos que são as tuas palavras em meus lábios.
O meu amor a ti, é igual ao meu amor pela vida, pelas pessoas, pelas imagens e pelas sombras. Pelos passados, pelos presentes, pelos desejos futuros e por isso, far-te-ei companhia, ainda que só... Porque nunca te pedi nada que não me desses...nem que seja, o prazer da tua companhia...o deleite da tua eloquência...a explosão da tua emoção,que é a minha também.
Hoje, sinto-me triste...só isso. Mas podes contar comigo, teu companheiro, teu amante e teu prosélito, porque sempre serás essa razão para que a emoção não morra em mim... Um doce beijo, Poesia.