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quinta-feira, julho 01, 2004

Sobre a espera...bendita, infinita e aflita... Sobre o mar e suas latitudes.

Sobre poetas....e as palavras Tomaz d´Orta

26 de Junho de 2004.


Uma busca silenciosa, de um olhar e do corpo amante.
Prescrutantes à indolente entrega ao desejo próximo.
As fotos são a ternura. A marca das horas que passo, sem as noites em que tuas maõs palmilham o meu corpo, emprestando-lhe uma forma.
As vozes não se fecham nesse toque. Mas para quê as palavras?
Os corpos que amam prescindem das frases. Torna-se desnecessário transpor emoções em verbos e vocábulos. A acção faz-se beijo, abraço e silêncio. Lá, onde mais se fala de ausências e estandartes de peito derrubados.
Ganham-se os brilhos na treva da noite.
Ganham-se os sentidos, no meio das multidões prodigiosas, mas tavez, sem sentido.
E uma sensação nitida que nos invade. O sabermos do coração exultante, que explode na ânsia opressiva do abandono ao mais belo Amor.
Encontram-se as imagens da plenitude... Há poetas que vivem em Céu ou Inferno e morrem em vislumbres de Amor, ou Paixão, ou Desejo.
Há tiranias de absolutos que se relativizam. Mas absolutos são, em momentos, amantes e amados... Sem termo...Perenes...Infinitos. Iguais às frases, aos corpos, aos olhares, aos Silêncios... Iguais a ti.
Sobre teu corpo, salto mares. Sobre teu olhar, subo ao Céu. Sobre teu beijo, desco aos plácidos Infernos. Onde uma penitência bendita sempre me traz a ti.
Onde tanto silêncio, se quebra na maior conquista.
Onde tanta noite... Morre num só corpo. O teu...
Onde tanto desejo se condensa numa só palavra. A minha. Que te procura e procura... Até ao encontro.

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Junto amalgamas de palavras, procurando um sentido cheio aos vazios... A postúma memória do desespero... Agora presente, mas inócua...Indolor...muito embora, incomensurávelmente presente. Sonho nas noites com o encontro... palavra rendida à esqualidez das dissipações... Sonho com o encontro, próximo e ausente... Sonho com quem vença o silêncio dos poetas -doença letal entre os mesmos-. Os poetas escrevem de dor, escrevem de amor, sentem...Silêncio é ausência...É morte. É desespero. É encontrar a rendição ao Nada consentido. As vaias ou o riso, pouco conseguem animar um rei novo mas impotente, rico mas já senil e tardam as belas damas que trarão consigo as novas palavras que se imortalizarão em sentimentos de eterno retorno a uma felicidade, que nunca se possuiu...e se julgou conheçer a espaços. Por isso, o amor vencerá, para que os poetas jamais fiquem mudos. Ao amor, um brinde e uma promessa...Serei teu eterno seguidor, ainda que nunca volte ao teu seio. Ao teu abraço...ao teu aconchego. Tomaz

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