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domingo, maio 06, 2007

Le Roi est mort!!! Et puis, rien...oú le recherché de quelques mots!!!

Na poesia....Anjos que não são anjos,voltam. A poesia é, só, uma linguagem que nunca existiu...A falácia de vender imagens escritas como apelos de sedução sem retorno....porque a poesia é o certo advento anunciado na inexistência de algo!
Não são relevantes, linguagens universais criadas em movimento...não é relevante clamar pelo anseio e desejo quando tanto foi, clamado sem demasiada convicção.
A poesia é uma imagem e expressão de vaidade...as musas eram tão sólidas como as formas da noite que se vão com a luz dos dias.
A poesia se é que ela existiu, era um conto onde um candidato a poeta fazia das palavras, tinta para os quadros que eram pintados em sua totalidade a branco.
As telas brancas, são como o convite para que os contrastes rasguem a sua pureza vazia.
A poesia é companheira dos poetas, que um dia desejam rasgar mais o que foi escrito, sem ser escrito, querer escrever novas palavras....E assim, nesse ponto, eu, um poeta de brancos deixo minhas páginas esperando que os contrastes e as musas, achem palavras em minhas páginas....
Agora elas, são inexistentes....agora elas, são buscas ansiosas que não sei serem o mérito que possa chegar neste silêncio....porque a poesia é um apelo que vêm da essência....e a essência não mais existe. A essência é tão igual ao olhar que procura algo e, nunca encontra...a essência é o brilho do olhar em que o tempo que se esvaviu, tornou baço.
A voz do Anjo Israfel é agora um solilóquio. Os djins do deserto estão mudos e onde havia música celeste, há espaço entre sons...há palavras que não podem ser proclamdas. Há palavras que se perderam e jamais virão....E aí é onde a poesia, acabou...E o poeta que nunca o foi, se rendeu á fotografia de uma última renúncia.
Não existem mais corpos, sem ser esses que vão do início ao fim das minhas quimeras....não existem mais corpos e juras de amor que habitem as minhas mémorias como lei de presença perene.
Não existe mais poesia que me leve ao calor...e o frio é sempre a certeza de ser as noites em que saio á procura, nas discussões com o destino, por respostas, ao que não vêm....
Onde andam braços, onde anda o olhar doce e aquele toque no rosto que devolve a forma que se julgou perdida?
Onde anda o carinho que as últimas 500 noites e a busca sufocante da felicidade, tornaram o pesadelo que só a indigêcia sabe explicar?
Onde andam as respostas que vêm, nos braços laçados na cintura e que trazem o corpo em falta como abraço que se faz eterno diante das muralhas velhas cidades?
Como amo!....como amo a memória das músicas que permancem na grandeza da esperança...como se espera o próximo beijo da amada...
Como amo!...
E ali onde, no mar que separa, pudessem surgir as canções de amor....gritos de ânsia, gritos de quem não se angustia com a voz certa e errada que só o tempo pode ser dono de sua sabedoria!

Alí, onde a mulher linda do sonho que me traz calor é mais que um hiato do meu desamparo.
Vivam poetas anjos....vivam anjos que nunca souberam ser poetas ou criadores de algo que fosse aa esperança.
Vivam as mulheres que choram os amantes grandes e enormes dos quais abdicaram!!!
Vivam as lágrimas e os sorrisos de todos os que se fazem transeuntes da vida do próximo!!
Anjo....anjo tantas e mais vezes, até que a minha loucura que enche dias e noites me dê trégua!

E aí, escreverei de amor, paixão e redenção.
Escreverei desta poesia hoje tão ausente!!!






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